Lançamento do livro A Janela do Tempo
Uma noite de encontros, autógrafos e memória — celebrando a chegada de A Janela do Tempo aos leitores.
Por Jucelaine Carvalho

Há livros que pedem tempo para serem escritos — e há livros que pedem tempo para serem entregues. A Janela do Tempo é dos dois tipos. Em uma noite de fim de tarde quente, a obra encontrou enfim os seus primeiros leitores, em um lançamento simples, conversado, generoso.
A mesa de autógrafos ficou logo cercada. O autor, sentado entre exemplares ainda intocados, recebia cada leitor com uma palavra própria — não havia pressa, não havia fila apressada. Havia o tempo certo para cada dedicatória, como se cada livro fosse, ali, ainda uma vez, escrito de novo.
A obra
A Janela do Tempo é uma obra que se debruça sobre a memória — sobre o que se vê quando se olha para trás com vagar. O texto não cede a nostalgias fáceis. Ao contrário: convida o leitor a assumir, com o autor, o exercício honesto de revisitar passagens, lugares e pessoas que formaram uma vida.
O processo editorial respeitou esse ritmo. Foram meses de leitura cuidadosa, conversas com o autor sobre cada capítulo, ajustes finos de revisão e diagramação. O livro saiu da gráfica como deveria sair: respirando, sem excessos, com a sobriedade que a obra pedia.
A noite
O lançamento reuniu família, amigos, leitores e companheiros de trajetória do autor. Sobre a mesa, exemplares de A Janela do Tempo divididos com outras obras já lançadas — um pequeno panorama de uma vida dedicada à escrita.
Houve brinde, houve conversa, houve aquele silêncio que se faz quando alguém abre um livro recém-recebido para ler a dedicatória. Foram horas tranquilas, sem cenografia. O livro, como deveria ser, ocupou o centro do encontro.
O que fica
Para o autor, o lançamento é o momento em que a obra deixa de pertencer a ele e passa a pertencer a quem lê. Para a editora, é o reencontro com cada decisão tomada ao longo do caminho — agora reunidas no objeto pronto, encadernado, definitivo.
A Janela do Tempo segue agora seu próprio percurso. Cada exemplar saiu daquela noite para uma estante, uma cabeceira, uma viagem. E, em cada uma dessas leituras, o livro continuará a se escrever.
Lançar um livro é abrir uma janela: o que se vê do outro lado pertence, agora, a quem olha.
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